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Os encontros do EMI da semana passada me fizeram pensar no processo de aprendizagem de nossas crianças. Muitos foram os discursos de que a criança parecia não estar nem aí para a escola. outras vezes, ouvimos relatos de birras das crianças na resistência de se envolver com o aprender e o que isso implica. Uma das questões colocadas foi: o que fazer com aquele que diz não?

Muitas vezes, o ritmo frenético da escola não permite que a escola, o professor, escute essas crianças. Então, cabe a nós, mediadoras, acolher esse aluno e enxergar o aparente “nem aí” como um sintoma, um pedido de ajuda, e que precisa ser acolhido e trabalhado dentro e fora do espaço escolar.

Varias idéias circularam e ao voltar para casa, pensei: nossa, vamos voltar para aquela mesma discussão que a escola precisa se modificar! Precisamos fugir, um pouco, desse tipo de reflexão que fala do macro e que,muitas vezes por ser tão grande, nos imobiliza.

Podemos pensar um pouco como atuar no micro, no cotidiano dessas crianças e como torna-lo menos sofrido. Sempre usamos como estratégia em nossos encontros trazer alguma questão prática que precisa ser trabalhada na escola para a vivência da criança. Tentamos colar o discurso do saber ao do viver. Ok, isso é bom, isso investe na participação, mas acreditamos que o que está em jogo é algo muito mais complexo. É preciso trabalhar as capacidades subjetivas e, por consequência, criativas do sujeito. Se não investimos nas ferramentas que vão sustentar o aprender, e o querer aprender (e não só aquele aprender ligado ao objetivo, concreto) ficamos perdidos. Apostamos que é preciso insistir no vínculo (nosso com a criança e dela com o aprendizado) no simbólico e na criatividade. Sem isso, me parece, ficamos sem saída.

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