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No dia a dia tentamos que “nossas” crianças possam participar o máximo possível junto com sua turma na sala de aula. Porém às vezes penso que o que o grupo está fazendo em um determinado momento é muito mais distante da criança dita de inclusão do que o que eu poderia trabalhar com ela fora da sala, uma vez que posso partir de suas vivências.  Fora de sala, tenho mais espaço para ousar.

Isso gera um grande conflito: se eu posso oferecer algo bem mais potente, para a criança porque mantê-la em sala de aula se ela não irá aprender quase nada (pelo menos, em termos de conteúdo)? Eu não fortaleço mais ela quando trocamos fora da sala? Mas, de certa forma, também não estou promovendo uma exclusão?

A realidade é dura. Mas, nesse momento, penso que precisamos ter o funcionamento do grupo como parâmetro. Se ninguém naquele momento está aprendendo, a nossa criança também não vai. Se o ritmo de cópias e exercícios está frenético, precisamos adaptar. Se a professora esta explicando um conteúdo totalmente fora das capacidades da criança, retiramos ela de sala. A escola hoje ainda não aprendeu que as crianças aprendem de formas distintas!

Precisamos esbarrar com os nossos limites o tempo inteiro e avaliar como estão ocorrendo as situações de inclusão, exclusão, sofrimento. Mais ainda, precisamos avaliar se o sofrimento é nosso ou da criança. Precisamos avaliar se a luta é nossa ou da criança. Além disso, precisamos avaliar se aquilo que estamos julgando como certo é o caminho que devemos seguir. Tenho medo de também nós querermos iludir essas crianças,  para que elas, na nossa opinião, sofram menos na escola. A realidade é dura.

 

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