” O dia que parei de mandar minha filha andar logo”

Quantas vezes por dia falamos para nossos alunos andarem logo? Talvez nenhuma, ou poucas.

Pensamos que deveriam fazer a atividade mais rápido? Mais vezes talvez.

Temos a sensação que devíamos fazer com que nossas crianças andassem mais rápido para acompanhar um suposto ritmo definido pela escola? Com certa frequência.

Nos sentimos cobrados a fazer esse movimento de andar mais rápido, já que a criança está na escola e deve se adaptar ao tempo dela, e nós não queremos, porque acreditamos que o tempo do aprender é próprio de cada um e deve ser respeitado? Todos os dias.

Porém estamos numa instituição, num coletivo, que tem um tempo também próprio… E já que os “alunos em situação de inclusão” fazem parte desse coletivo, eles precisam acompanhar esse tempo, mas sem desrespeitar o tempo deles….

No entanto, se eles fazem parte desse coletivo, o tempo deles não devia também modificar o tempo do coletivo? Será que eles, realmente, fazem parte? Socorro. 

Como combinar o tempo de cada um dos alunos que habitam o espaço escolar, com o tempo da escola – esse tempo outro, que não é o tempo dos alunos que habitam esse espaço, mas que é o tempo do coletivo; coletivo esse formado por esses mesmos alunos, mas que estranhamente não ditam o tempo do próprio coletivo que formam – ? 

Confuso? É mesmo confuso esse negócio de tempo.

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