Eliane Brum é uma escritora e jornalista sensacional e o seu texto “Limites da linguagem” – http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/04/opinion/1407154062_015203.html – é muito bacana.

Mas, vou retirar apenas dois trechos que têm muito a ver com o nosso trabalho de mediação. 

“Ser capaz de estranhar para não cometer a traição de encaixotar o outro num escaninho seguro onde ele é reduzido a uma daquelas borboletas mortas presas por um alfinete.”

Talvez, nós, mediadores, somos como ela diz que são os escritores: estrangeiros, não turistas.

“Estrangeiro, aquele que estranha e que é estranhado, movimento duplo que nos torna capazes de escutar um outro ser-estar na linguagem – e também fora da linguagem.”

Que possamos sempre estranhar e ser estranhados para não cometermos o equívoco de não ver e escutar o outro, tão comum nos dias de hoje…

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