Grupo de Estudos em INCLUSÃO

Feliz 2017 a todos!

Estamos começando o ano no Projeto EMI e esperamos que seja um ano ainda mais inclusivo, com novos companheiros aderindo a essa luta!

Por isso, convidamos a todos para participar de nosso Grupo de Estudos em Inclusão Escolar que se iniciam em março!

São poucas vagas!

inscrições pelo email – contato@eminclusao.com.br

flyer-grupo-de-estudo-2017

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OFICINAS INCLUSIVAS EMI

Olá a todos! 
Estamos retomado às nossas OFICINAS EMI DE ARTE em parceria com o espaço Progredir, na Tijuca. 
As oficinas de arte inclusivas tem o objetivo de promover encontros com a arte em um espaço de experiência coletiva através de diferente linguagens. As oficinas são ambientes inclusivos onde todos podem participar! 

As oficinas serão coordenadas por uma especialista em arte e uma psicóloga especialista em inclusão. 
Data: 20 e 27 de julho 

Horários: manhã – 9h30 as 10h45

                    Tarde – 14hs as 15h15

Inscrições pelo e-mail: contato@eminclusao.com.br

Mais informações: http://www.eminclusao.com.br 
São apenas 6 vagas!!!

É possível criarmos aulas inclusivas?

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A maior parte das iniciativas de inclusão que vemos acontecer são a nível individual. Ou seja, são intervenções planejadas para aquele aluno considerado em situação de inclusão, onde o cotidiano dele é alterado sem necessariamente o funcionamento escolar se modificar. Portanto, temos agora o desafio de coletivizar as ações de inclusão, e modificar o funcionamento da sala de aula para todos possam ser incluídos. O casal Stainback, autores do livro “Inclusão: um guia para educadores”, nos apresenta dois exemplos de iniciativas inclusivas na sala de aula muito interessantes.

1º “Embora o objetivo curricular básico da unidade de ciências ‘entendendo o mundo físico que nos cerca – O que é temperatura?”, fosse considerado adequado a todos os alunos, cada um tinha habilidades e conhecimentos diferentes, de forma que cada aluno precisava concentrar suas energias em diferentes objetivos de aprendizagem específicos ao trabalhar para atingir o objetivo. A maioria estava aprendendo a usar escalas de temperatura Fahrenheit e Celsius, enquanto outros estavam trabalhando com movimento molecular em diferentes temperaturas. Um aluno estava aprendendo a reconhecer os termos quente e frio e a criar uma definição operacional do termo a partir da experiência com objetos diferentes. (…) Ou seja, embora todos os alunos estivessem buscando atingir o mesmo objetivo educacional básico (o que é o calor e como ele é medido) e aprendendo juntos nas atividades de aula, era necessário que se concentrassem em objetivos curriculares diferentes e fossem avaliados segundo estes objetivos.” (STAINBACK, 1999)

Nesse exemplo, percebemos uma aula com diferentes atividades com graus de complexidade distintas acontecendo simultaneamente. A diversidade de propostas de trabalho possibilitou que todos os alunos pudessem aprender coisas sobre a mesma temática, embora em alguns momentos estivessem focados em trabalhos individuais com objetivos específicos.

2º “Em um unidade de história americana do colegial, os alunos tinham um objetivo curricular geral, “Entender a Guerra Civil”. Um objetivo fundamental para os alunos era conhecer os personagens principais da guerra por meio de leituras, de pesquisas na biblioteca e de discussões em aula. Um aluno tinha muito talento artístico, mas não conseguia ler e nem escrever, e tinha uma enorme dificuldade de expressar-se verbalmente. Enquanto a maioria dos alunos recebeu a incumbência de realizar leituras como lição de casa, foi designada a esse aluno a tarefa de desenhar retratos dos personagens a partir das gravuras do livro. Posteriormente, seus desenhos foram usados como estímulo para a discussão sobre as pessoas que estavam sendo estudadas.” (STAINBACK, 1999)

Nesse segundo exemplo, o aluno com dificuldades também faz uma atividade diferente da dos demais colegas, e de forma individual. No entanto, a produção dele pode retornar para o coletivo contribuindo para o aprendizado dos demais alunos, bem como ele pode aprender a partir das falas dos colegas sobre o que tinham lido. Ou seja, nesse exemplo aparece um funcionamento efetivamente coletivo, onde todos fazem parte de atividades em torno da mesma temática e que todas as produções colaboram com o aprendizado do grupo.

Não temos respostas para esse desafio, mas no encontro com o casal Stainback esbarramos com algumas pistas de como misturar individual e coletivo na escola; nossos estudos tem caminhado nessa direção tentando achar linhas para seguir e responder a pergunta de como transformar iniciativas individuais em ações coletivas.

 

Inclusão e Utopia

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David Rodrigues é professor da Universidade de Lisboa e presidente da Pró-inclusão, a associação nacional de docentes da educação Especial. Ele nos conta, em uma conferencia no TED, que durante uma palestra que ele estava dando, uma pessoa na platéia pergunta para ele se inclusão é utopia ou realidade. Ele diz ficou desconcertado, pois como ele poderia defender algo durante anos que seria apenas utópico?

Então, nessa conferência do TED, ele fala um pouco do que é para ele utopia em educação. Vamos compartilhar o que ele considera utopia, pois nos parece importante sermos utópicos quando defendemos a inclusão. Rodrigues começa citando Eduardo Galeano, escritor uruguaio:

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Talvez a inclusão escolar seja um movimento para que nunca deixemos de refletir sobre o funcionamento escolar, para que possamos sempre nos perguntar quais caminhos seguir e por onde devemos ir.

Rodrigues diz que a educação é uma utopia. Afinal, foi nos prometido igualdade de oportunidades para todas as crianças e adolescentes em idade escolar. Foi assim pensado desde que a ideia de escola foi criada: nós vamos dar a todos o mesmo, e a partir de darmos a todos o mesmo, nós criamos igualdade de oportunidades” – e nós sabemos: isso não é verdade. A igualdade de oportunidades não se avalia por aquilo que se dá, mas por aquilo que se recebe. Isto é, não adianta dar a todas as pessoas o mesmo, se eu souber que as pessoas não têm capacidade para receber, para absorver, para usar, para utilizar, para integrar aquilo que lhes é dado. A igualdade de oportunidades não é do lado do que se dá, mas é do lado que se recebe.

E pensando nisso, voltamos a ideia de inclusão escolar – será que ao planejarmos aulas e pensarmos o currículo, estamos pensando em dar as mesmas oportunidades para todos? E será que desta forma, na verdade, nós não estamos sendo injustos já que não garantimos que todos os alunos podem receber igualmente essas oportunidades?

Portanto, o que vamos percebendo é que precisamos inverter a lógica de que são os alunos em situação de inclusão que vão entrar nas salas de aula e precisam funcionar dentro das propostas feitas para um coletivo que teoricamente é igual. Esses alunos necessitam de estratégias diferenciadas, e cabe aos profissionais da escola refletir como isso irá acontecer no coletivo.

A realidade vem nos mostrando que a diversidade é característica central nas salas de aula e que uma única proposta para todos tem sido mostrado cada vez menos eficaz.

Trabalhando com a diversidade. 

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“Introduzir uma criança nas instituições, na sociedade e na cultura como “aquele Down, é priorizar o registro orgânico, em detrimento de sua expressão subjetiva, amputando sua singularidade. É promover sua alienação a uma concepção fixa, tomada como sua verdade, é torna-la débil. É debilita-la das potencialidades de ruptura e expressão de sua diferença. Por tudo isso insistimos na importância de não priorizarmos o diagnóstico médico para o planejamento de nossas práticas.” (Senra, Mello, Lima, Amaral, Pilar)

Em janeiro, com muita felicidade, fizemos as primeiras oficinas de artes mediadas do EMI. Foi uma feliz experiência. Nessas oficinas, pudemos promover encontros com as artes em um espaço de experiência coletiva através de diferentes linguagens. A proposta principal era brincar junto e construir produtos desse encontro de forma prazerosa. O espaço possibilitou a criação de novos laços entre as crianças que participaram e também entre nós, adultos mediadores, e elas.

No momento da inscrição, enviamos para as famílias interessadas uma ficha pedindo que nos contassem um pouco sobre seus filhos, falassem de suas potencialidades, dificuldades e interesses; e o que mais achassem importante dividir conosco. Foi uma boa surpresa quando essa fichas retornaram sem que o foco da escrita estivesse em um diagnóstico que eles pudessem ter. Recebemos relatos sobre quem eram esses meninos e meninas, com indicações sobre o que gostavam de fazer, no que tinham dificuldades e facilidades. Pistas que nos ajudaram a pensar as oficinas, pois para preparar as atividades pouco importava o diagnóstico, queríamos saber um pouco sobre o sujeito com quem iríamos nos encontrar para que pudéssemos pensar propostas em sintonia com as singularidades de cada um deles.

Como é característico do que entendemos como um espaço inclusivo, pudemos oferecer atividades diversificadas, e formas diferentes de apresentar ou realizar cada brincadeira. Obviamente, nenhuma das crianças presentes fez a mesma coisa da mesma forma, mas isso é que foi genial e é essa expectativa que temos para o funcionamento escolar: um espaço onde todos podem trabalhar em cima de um mesmo tema, por vezes com o mesmo material ou na mesma atividade, mas não necessariamente da mesma forma ou no mesmo tempo.

O ano começou, ainda não sabemos como a LBI irá repercutir nas escolas brasileiras, e nos demais espaços coletivos. Mas precisamos registrar aqui que a nossa experiência de janeiro nos mostrou como cada atividade, cada material comporta em si inúmeras possibilidades de trabalho. O quanto a diversidade é rica e como ela nos convoca a oferecer, em um ambiente coletivo, diferentes formas de acessar as atividades propostas, e a necessidade das relações se darem com respeito e parceria. O caminho? Dar espaço para a diferença.

Que venham outras oportunidades!

OFICINAS DE ARTE MEDIADAS – Vão começar! 

OFICINAS DE ARTE MEDIADAS.

Vamos começar, mas ainda dá tempo de inscrever seu filho(a)! 

ainda temos 1 VAGA! 

As oficinas são independentes, os alunos podem escolher quais que querem fazer – a programação de cada uma está no site! 

A 1ª já é segunda feira 11/01! 

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Nas férias – alunos entre 8 e 11 anos 

Segundas e Quartas

11, 13, 18, 25 e 27 de janeiro

10 as 11h30

Local: Ipanema

Mais informações – https://eminclusao.wordpress.com/oficinas-emi-arte/ 

Inscrição – contato@eminclusao.com.br