AUTISMO

A série de reportagens do Fantástico sobre o Autismo está provocando inúmeras discussões. Vale a pena assistir os episódios para discutirmos as várias questões complexas que são abordadas, principalmente a questão da escola.

http://especial.g1.globo.com/fantastico/autismo/

Até esse momento foi eleita como a melhor parte: quando o Drauzio Varella pergunta para a menina se ela e o irmão eram diferentes e ela respondeu: sim, porque ele é ruivo e eu sou loira!

Alguns comentários:

“rsrsrs… que pergunta idiota e que resposta perfeita!”

“Ontem assistindo a série ao vivo no Fantástico , só pensei no quanto ele foi infeliz ao fazer esta pergunta para a menina . Tolerância zero! Rsrs…”

“Me chamou muita atenção referirem o autismo a uma “deficiência” (entendi que tem uma lei que enquadra como deficiência mental), complicado demais o tema ser levantado dessa forma. A menina foi a melhor disparada! hehehe”

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Autismo – Diagnóstico

A apresentação de Ami Klin, um dos mais maiores pesquisadores sobre autismo, e a pesquisa multicêntrica de indicadores clínicos de risco para o desenvolvimento infantil – IRDI – são dois materiais importantes para se aprofundar sobre o diagnóstico de autismo.

Vale a pena conferir esses dois materiais e levantar questões, dúvidas e ainda nos preparar para a primeira palestra do EMI.

http://www.ted.com/talks/ami_klin_a_new_way_to_diagnose_autism.html

Pesquisa multicêntrica de indicadores clínicos de risco para o desenvolvimento infantil

Comemoração do dia nacional da conscientização sobre autismo

http://oglobo.globo.com/educacao/pais-de-autistas-vivem-drama-para-manter-filhos-no-ensino-regular-7992770

http://oglobo.globo.com/educacao/a-escola-tem-que-educar-todos-diz-claudia-grabois-7992793

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1247106-o-autismo-na-era-da-indignacao.shtml

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Essas reportagens saíram na mídia ao longo dessas últimas semanas e abordam a temática da inclusão, focando na questão do autismo. Muitas definições e ponderações sobre o autismo são feitas ao longo das reportagens. Devemos lê-las com nosso senso crítico em alerta, podendo separar aquilo que queremos acrescentar a nossos conhecimentos, e aquelas que não nos serve. E sempre tomando cuidado para não elevar os discursos ao status de verdade.

Juntando vivências pessoais de pais e crianças, leis recentemente instituídas, o que aparece na mídia e experiências escolares, as reportagens, cada uma a seu modo, fala do autismo hoje e questiona as escolas e as formas de acolhimento que vem sendo dadas as crianças consideradas autistas; falam também de direitos, o direito a educação regular, a uma vivência de qualidade na escola e as dificuldades que tem sido enfrentas nesse campo – como garantir tanto o direito ao ensino regular quanto a qualidade dessa experiência? Essa é uma pergunta que ainda não se tem resposta.

A escola tem por obrigação aceitar todas as crianças e garantir todos os recursos, inclusive humanos, necessários para que ela desfrute da escola com qualidade. Segundo as leis desse país, cabe a escola fazer a inclusão.

Como as escolas que estamos inseridos tem feito inclusão? É possível, hoje, delegar a escola sozinha essa tarefa?

Diante disso como ficamos nós, mediadores?

Controvérsias nas diretrizes de atendimento de autistas no sistema público de São Paulo

http://www.youtube.com/watch?v=j6N91j38MAA&feature=share&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3Dj6N91j38MAA%26feature%3Dshare&gl=BR

Nesta entrevista, Dra. Maria Cristina Kupfer – professora titular do Instituto de Psicologia da USP e fundadora da Associação Lugar de Vida – Centro de Educação Terapêutica – fala sobre o movimento institucional que se criou em oposição ao edital lançado pela Secretária de Saúde do Estado de São Paulo que afirma as terapias cognitivos comportamentais como único tratamento possível nos casos de pessoas com o diagnóstico de autismo, assim como ao fechamento do CRIA – Centro de Referência da Infância e Adolescência – com diretriz psicanalítica.  A partir da figura da professora Cristina Kupfer se inicia esse movimento em defesa da psicanálise como via de tratamento do autismo, e mais do que isso, contra a atitude da Secretária de Saúde em se autorizar a legitimar como cientificas certas práticas e não outras, uma vez ela “não tem esse mandato social”.

Podemos então nos perguntar: Que movimentos e práticas vão sendo legitimadas diante de documentos como esse? Que forças estão em jogo?

 No vídeo a professora também  nos fala da forma psicanalítica de entender o autismo.

 O que podemos aproveitar dessa forma de ver o autismo em nossas vivências cotidianas?