AUTISMO

A série de reportagens do Fantástico sobre o Autismo está provocando inúmeras discussões. Vale a pena assistir os episódios para discutirmos as várias questões complexas que são abordadas, principalmente a questão da escola.

http://especial.g1.globo.com/fantastico/autismo/

Até esse momento foi eleita como a melhor parte: quando o Drauzio Varella pergunta para a menina se ela e o irmão eram diferentes e ela respondeu: sim, porque ele é ruivo e eu sou loira!

Alguns comentários:

“rsrsrs… que pergunta idiota e que resposta perfeita!”

“Ontem assistindo a série ao vivo no Fantástico , só pensei no quanto ele foi infeliz ao fazer esta pergunta para a menina . Tolerância zero! Rsrs…”

“Me chamou muita atenção referirem o autismo a uma “deficiência” (entendi que tem uma lei que enquadra como deficiência mental), complicado demais o tema ser levantado dessa forma. A menina foi a melhor disparada! hehehe”

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DSM-5: Em quantas patologias você se encaixa?

“Acordei doente mental” 

Eliane Brum

“(…) darmos a um grupo de psiquiatras o poder – incomensurável – de definir o que é ser ‘normal'”

“No que se refere à patologização da infância, o comentário mais incisivo de Allen Frances talvez seja este: ‘Nós não temos ideia de como esses novos diagnósticos não testados irão influenciar no dia a dia da prática médica, mas meu medo é que isso irá exacerbar e não amenizar o já excessivo e inapropriado uso de medicação em crianças. Durante as duas últimas décadas, a psiquiatria infantil já provocou três modismos — triplicou o Transtorno de Déficit de Atenção, aumentou em mais de 20 vezes o autismo e aumentou em 40 vezes o transtorno bipolar na infância. Esse campo deveria sentir-se constrangido por esse currículo lamentável e deveria engajar-se agora na tarefa crucial de educar os profissionais e o público sobre a dificuldade de diagnosticar as crianças com precisão e sobre os riscos de medicá-las em excesso. O DSM-5 não deveria adicionar um novo transtorno com o potencial de resultar em um novo modismo e no uso ainda mais inapropriado de medicamentos em crianças vulneráveis'”. 

O debate por conta desse lançamento tem se multiplicado. Podemos ter esperanças, e até ver certas positividades, já que, como diz Brum, “Ao considerar que quase tudo é “anormal”, os organizadores do manual poderiam estar chegando a uma concepção filosófica bem libertadora. A de que, como diria Caetano Veloso, ‘de perto ninguém é normal,”.

Entramos todos na anormalidade, então vamos brincar de diagnosticar! Em quantos diagnósticos você se encaixa? Leia o manual e faça as contas!